Vou soltar, de leve, as rédeas,
confiando ao meu cavalo o caminho.
É eterna a neblina que me envolve;
nessa névoa, minhas pernas se deslizam,
vão tranquilas pela relva, entre mistérios.
Sei que os deuses jogam cartas
e as ciganas as decifram! (São boas novas?)...
Por favor, não me revelem nem prevejam
o que os astros, em seus ciclos, profetizam...
Afrouxar, maneiro, a sela, e sem pressa,
cavalgar pela planície, pelas falésias...
Espiar pela escotilha, percebendo
qual o mar me naveguei, durante a noite,
e onde ancora, já bem tarde, nesta ilha, meu navio.
Se Ancara, na Turquia, ou Camberra, na Austrália,
ou Singapura, ao sul da Ásia…
Se escancara o deserto reservado ao meu destino!
Descobrir, de novo, a praia. Onde encerra o desafio?
Vou soltar, suave, minhas velas no escuro...
A maré vai desenhando, no oceano, um labirinto.
Eu saltito... e respostas não procuro.
Tenho alma e caráter:
é o que molda meu futuro!
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